É incrível quando vemos alguém que realmente sabe o que está fazendo, não é mesmo? Aposto que nosso amigo Luxemburgo teve a mesma sensação ao ver o time da La U bailando em campo. O time carioca tentava jogar seu jogo feio e truncado (uma contradição para quem tem o festeiro R10 em campo) enquanto os chilenos apenas davam as cartas em movimentos rápidos e furtivos.
Luxemburgo apostou em um jogo fácil, e como um mal jogador de poker, acabou perdendo tudo. Os chilenos passavam, armavam, corriam, driblavam, chutavam e a defesa rubro-negra embasbacada apenas acompanhou a valsa. E que valsa! A La U fez um futebol mil vezes mais bonito que as botinadas do Peñarol ou os ataques rápidos do Santos, times respectivamente vice e campeão da Libertadores deste ano. A bola passava em todos os pés e em todos os lados e com isso não houve rival a altura do time chileno.
Com este futebol de beleza e arte o treinador da La U, Sanpaoli, nos reapresentou à um velho estilo de futebol: o Entendimento. Deixe-me explicar:
Eu considero que hajam três níveis de respeito tático: Desrespeito, Respeito e o Entendimento. No primeiro o time não sabe o que faz e nem como faz, no segundo ele sabe como faz e simplesmente faz, mas no terceiro ele compreende como tudo funciona dentro dos sistemas e então ganha o jogo. Ganha o jogo por entender como funciona e é neste entendimento que um time torna-se melhor que o outro.
Infelizmente para o Flamengo faltou este entendimento e com um time perdido em campo, acabou bailando no passo de Sanpaoli e com isto a dança foi completa; dança a Sul-Americana, dança a credibilidade de Luxemburgo no cargo e por fim dança a moral dos jogadores para a sequencia do Brasileirão.
Nesta noite de quarta-feira o Samba caiu perante a Valsa. A Valsa da precisão, da beleza, da tranquilidade e da arte que marcou Ajax, Barcelona, Santos, Palmeiras, Manchester, Real, Honvéd, Boca e tantos outros times em suas grandes fases agora marcou o Flamengo, mas não do jeito que a torcida tanto gostaria.
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20 de outubro de 2011
6 de outubro de 2011
Considerações sobre a rodada
Olá à todos. Esta quarta-feira de futebol foi extremamente decisiva para a sequencia do campeonato (e para a eventual tríplice coroa vascaína) e por isso acredito que eu deva falar um pouco dos triunfos azuis na rodada.
Grêmio x Santos
Jogo válido pela 11º rodada do Brasileirão, onde o Santos tava se matando pra adiar jogo, e que o Grêmio extrapolou. Digno de grandeza em todos os sentidos, o Tricolor soube atacar com suas seis peças ofensivas e com bom passe e muitas finalizações (mais de 20) acabou jogando muita pressão no time santista. O Santos se segurou muito bem, mas o gol aos nove minutos em jogada ensaiada derrubou os sonhos da esquadra da Vila. O time inteiro articulava e atacava e com isto o time alvinegro não saiu do zero e viu suas esperanças levianas de título irem por água à baixo.
Destaque para a articulação gremista que terminou no cabeceio de Brandão, nosso novo e sortudo centro-avante.
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Cruzeiro x São Paulo
Jogo eletrizante do começo ao fim. A esquadra celeste brigando pela Primeira Divisão e o Rogério Ceni F.C. lutando ferrenhamente para manter acesa a chama do título protagonizaram nesta noite de quarta um clássico emocionante. Rivaldo começou a partida de titular ao lado de Luís Fabiano e com o auxílio de Jean e Cícero mostrou o que o time paulista desejava na Arena do Jacaré, mas foi o Cruzeiro que abriu o placar com uma jogada de linha de fundo de Montillo (falha do Cone Paraíba, que é o Lúcio do Grêmio só que com mais cabelo e menos juízo) que terminou nos pés de Keirrison. Brilha a estrela de Luís Fabiano que deixa Cícero na frente do gol para marcar o gol de empate. Dagoberto marcaria um lindo gol na virada, mas os gols de Charles (Cruzeiro), Juan (São Paulo) e Anselmo Ramon (Cruzeiro) fechariam a noite no três à três. Resultado horrível para ambas as equipes, já que o São Paulo pode perder duas posições e o Cruzeiro pode se aproximar ainda mais do Z-4 (devido ao clássico América-MG x Atlético-MG).
Aurora-BOL x Vasco
A coisa não ficou boa pro Vasco. Após um gol bizarro de Bernardo que recebeu um lançamento longo de Fagner (craque vascaíno na minha opinião) e viu o goleirão boliviano bater roupa no espaço. Sem piedade a esquadra cruz-maltina fechou o primeiro tempo no 1 à 0. O segundo tempo foi um desastre para o time carioca; três gols e um enorme desperdício de jogadas que poderiam facilmente colocar o Vasco nas quartas-de-final da competição sul-americana. Villalba (não o da Seleção Argentina B), Andaveris e Reinoso anotaram para a equipe da casa e jogaram um balde de água fria no sonho da tríplice. Destaque negativo para o treinador que promoveu Márcio Careca (a antítese de um bom jogador) do banco quando a equipe vascaína ainda tinha chances de ganhar.
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