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18 de outubro de 2011

À Oito Jogos da Tragédia

 Agora só faltam oito rodadas, nove para Santos e Fogão, e o Campeonato Brasileiro fecha suas cordas em volta dos pelotões e o destino dos clubes começam a se definir. 24 pontos estão em disputa e 24 pontos separam o líder Corinthians do 17º Atlético-MG. A distância pode ser tida como pequena, mas cada ponto acabou definindo este campeonato em 4 grupos, os quais detalhe à seguir:

 Quase-Mortos

 No fundo da tabela, brigando sedentos, encontram-se times de toda sorte; os verdadeiramente ruins (América), os meia-bocas (Avaí, Atlético-MG, Atlético-PR, Ceará e Bahia) e os inacreditáveis (Santos e Cruzeiro). Para estes oito times há uma única vaga na Sul-Americana, já que o Santos venceu a Libertadores e empurra uma dessas vagas, e quatro na Série B. Nenhum dos times aceita a morte ainda, mas ela vem atormentando seis deles com um pouco mais de habitual frequência e os Mineiros, Cearenses e Catarinas deste fim-de-tabela tem muito com o que se preocupar nestas oito rodadas. Paranaense sai da Zona rebaixamento domingo e joga o Cruzeiro pra dentro.

 À Espera de 2012

 Nem rebaixamento e nem Libertadores, sem nada para brigar encontram-se os times um pouco acima da última zona. Poderíamos encaixar Grêmio, Goianiense, Coritiba, Palmeiras, Santos e Bahia nesta tabela, mas os dois últimos tem com o que se preocupar e os três primeiros tem com o que brigar. Sobrou o Palmeiras. Time sem garra e sem motivação, vai acabar ficando com uma vaga na Sul-Americana e menos dinheiro para investir em seu negro futuro.

 Garra, Raça e Suor

 Agora vem o segundo esquadrão dos clubes; os que almejam uma vaguinha Libertadores. Figueirense, Grêmio, Goianiense e Coritiba vão brigar até o fim por uma vaga na competição continental de maior importância. Começaram mal o ano e voltaram no segundo turno com toda a garra de um campeão nacional. É provável que não levem, mas forma-se o grupo dos prováveis campeões da Sul-Americana e da Copa do Brasil.

 Donos da Taça

 E então temos a Elite Nacional; sete pontos separam os sete times que brigam neste pelotão pelo Brasileirão. Corinthians, Vasco, Botafogo, Flamengo, Fluminense, São Paulo e Inter ainda guardam forças e esperanças para tentar a taça, que já é velha conhecida de todos eles. Os próximos duelos irão afinar este grupo que ao meu ver terá de três à cinco times nos últimos confrontos. Na minha opinião Corinthians, Fluminense e Vasco chegarão forte até a penúltima rodada. Ali um dos cariocas morre ou morre os dois em um trágico empate. De final acredito que todos os cariocas vão à Libertadores, deixando São Paulo e Internacional à ver navios.

 Conclusão

 O Fim do mais disputado campeonato nacional dos últimos tempos chega galopante com decisões em todas as rodadas. Novamente temos tradicionais times lutando contra a degola, times na espreita por uma oportunidade de disparar na reta final e por fim a tradicional luta na parte de cima da tabela. Agora não é mais futebol, é guerra. E na guerra ganha quem está disposto a dar tudo de si e neste caso eu aponto o meu favorito; Atlético-GO. É claro que o Atlético-GO não será campeão este ano, mas ele é o clube que melhor simboliza o Brasileirão 2011. Dedicação, empenho, disputa, quebra de tabus, resultados surpreendentes, renascimentos e vitórias.


17 de outubro de 2011

O Jogador Inconstante

 Porque o título de post é o Jogador Inconstante? O título nos indica, aliado ao blog, que se trata de um jogador de futebol que não apresenta consistência e regularidade em suas atuações. Mas não é. Este é um post que visa tratar de um tema que vemos todos os dias, mas que parece não ter fim; porque os clubes mudam tanto de treinador?


 Um exemplo é o São Paulo, mas está certo que o Andarilho Batista não é um grande treinador, mas porque ele, assim como tantos outros, não podem continuar com o trabalho por pelo menos dois anos? Vamos analisar isto com a metáfora da Fórmula-1; existem as equipes de construtores e elas ganham dinheiro quando seus pilotos vencem. Então para que a vitória venha elas armam o carro com as melhores peças do mercado, mas acabam pecando em uma coisa; o piloto.


 O piloto pode ter sido bom em uma construtora rival, mas isto não quer dizer que logo de supetão ele será igualmente bom no novo carro. São peças diferentes, estilos diferentes e métodos diferentes. O processo de ingresso de um juvenil aos titulares é lento e envolve amadurecimento, mas já o de um treinador é algo como escolha por eliminação; contrata-se o cara que está desempregador e se der certo rápido ele fica, se der errado ele sai. Este método rápido e ineficaz serve apenas para atrasar o clube ainda mais do que seria em um processo de adaptação natural do treinador ao time.
 Adílson Batista esteve exatos três meses na casamata tricolor e acumulou bons e maus resultados após pegar o time em um período extremamente tenso, com uma crise de identidade horrível (a enfim queda da ficha de ex-campeão) e problemas de disciplina. Porque o São Paulo não segurou o treinador? Há 20 clubes na Série A, mas aparentemente 19 dezenove treinadores estão fadados aos fracasso, já que só um pode ser campeão.


 Sir Alex Ferguson treina a esquadra do Manchester United há 21 anos e é neste período o treinador mais vitorioso da história, mas ficou incríveis 4 anos sem conquistar nada pelos Devils no começo de sua carreira. Mas o clube apostou nele e deu certo. E então porque esta aposta não pode ser feita no Brasil?
 Está na hora de mudar o jeito de pensar dos "construtores" do futebol. Está na hora de permitir o amadurecimento de um clube como um todo. Como uma boa vinícola está na hora de cultivar novos frutos e deixar amadurecer. Só assim não repetiremos as injustiças com os Adílsons, Osmares, Julinhos e outros que sofreram pela pressão absoluta por resultados.


10 de outubro de 2011

Análise Tática: Palmeiras

 Estupidez, estupidez e estupidez. São apenas três adjetivos que descrevem a capacidade técnica de muitos "técnicos" brasileiros que dizem serem especialistas na defesa e no volante-zagueirismo, mas o que vemos é que toda rodada um ou todos estes técnicos perdem pontos por não efetuarem corretamente esta função. Tendo este tópico como alvo, eu gostaria de avaliar a formação utilizada pelo Palmeiras na derrota para o Santos na tarde de ontem.


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 Primeiro tempo; equilíbrio e Maikon Leite.


 O Palmeiras jogou e se articulou bem no primeiro tempo e digo que se não fosse pela não-articulação proposta pela ofensividade de Pedro Carmona o time teria ganho o jogo.
 Os meia-boca não comprometiam o sistema e o contra-ataque parecia que iria dar certo com a linha de fundo de Maikon Leite, que se movimentava e articulava todas as bolas que vinham ao ataque, mas aí veio o intervalo e com ele um pouco da constante inconstância de Felipão.


 Segundo tempo; tragédia tática


 Sai Maikon Leite para a entrada de Ricardo Bueno e com isto morre ataque, morre contra-ataque, morre linha de fundo, morre jogada em velocidade, enfim; morre o setor ofensivo inteiro do time. Felipão traz Marcos Assunção à frente, empurra Araújo mais para o meio e re-arranja a zaga em função deste jogador. A lateral-direita fica deficiente, quase tanto quanto o meio, e com isto em um descuido (zagueiros abertos e lateral inexistente) permite o gol do Anti-Gremista Borges.
 Felipão desesperado saca Araújo e manda Paulo Henrique, para não se queimar, e remove Pedro Carmona impondo Patrik no lugar dele. Com as alterações o time ganha mobilidade no setor esquerdo, mas infelizmente isto ainda é ineficaz graças à inoperância de Marcos Assunção que fez um de seus piores jogos com a camisa alviverde. Com quase todas as jogadas ofensivas (exceções à Patrik) sendo interceptadas ainda nos passes de Marcos Assunção e com a defesa fragilizada, foi uma sorte que o placar deste jogo não fora transformado em goleada. Pena tenho de quem pagou para ver Gabriel, Chico, Henrique e Araújo contra Ibson, Kardec e Rentería que juntos protagonizaram um dos jogos mais feios do campeonato, exceção para Muricy, que armou seu time maravilhosamente bem à cada alteração palmeirense.

9 de outubro de 2011

Considerações sobre a rodada

 Olá à todos. Mais um sábado decisivo no futebol se encerra e com ele nós temos algumas considerações sobre esta rodada.

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Coritiba x Grêmio

 Coritiba e Grêmio nesta fase do campeonato é sinal de jogo pegado até o fim, e foi isto mesmo. Provocações e faltas de ambos os lados criaram o clima ideal para uma partida de bola que só não foi perfeita, na opinião do cronista, devido a falha de Celso Roth.
 O Grêmio vinha se armando em um 4-5-1 muito ofensivo, mas nesta noite sem Douglas, Celso optou por incluir Diego Clementino (o Escurinho do Século XXI) no ataque. Com a péssima alteração o ataque tricolor não levou perigo e o time paranaense mostrou serviço ao vencer do Grêmio.
 Agora o Coritiba arranca na tabela rumo à Libertadores e deixa o futuro tricolor ainda mais incerto.
 O Grêmio que foi ultrapassado pelo Coxa pega agora o Figueirense em casa pensando em recuperação enquanto o Coritiba que subiu, provisoriamente, quatro posições pega o Fluminense fora de casa, parada difícil.

Botafogo x Bahia

 Mais um desperdício do amarelão Botafogo que entregou um ponto de bandeja para um aguerrido time do Bahia, que jogou o segundo tempo inteiro com um a menos. Jogo truncado e cheio de provocações de ambos os lados, mas que não culminou em nada já que ambos os clubes seguem "parados" na esquina. Botafogo vai desperdiçando dia após dia a chance de título, enquanto o Bahia não se afasta e nem se aproxima de lugar algum na tabela.
 Agora o Fogão enfrenta o Timão fora de casa em partida importante pela ponta da tabela, enquanto o Tricolor de Aço pega o Cruzeiro em casa para exorcizar de vez o fantasma da Série B.

América-MG x Atlético-MG

 Esqueça tudo que você conhece sobre futebol ruim. Esqueça os Américas, os Juventus de Interior, os Braganças, os XV de Novembro, esqueça tudo! América e Atlético, em detrimento às profecias de Milton Neves, protagonizaram a criação de um novo patamar de ruindade futebolística diante dos 752 infelizes pagantes nesta noite de sábado.
 Um empate esdrúxulo que serve para confirmar uma única coisa; América e Atlético já estão na segunda divisão, e nada pode mudar isto. Sorte para o terceiro mineiro, que agora só pode ser ameaçado pelo distanciamento dos outros times e pela chegada do Paranaense.
 Agora o América-MG enfrenta o Ceará brigando pela última fresta de vida no caixão enquanto o Atlético recebe o Santos em casa para quem sabe ainda alimentar esperanças de uma Sul-Americana.


6 de outubro de 2011

Considerações sobre a rodada

 Olá à todos. Esta quarta-feira de futebol foi extremamente decisiva para a sequencia do campeonato (e para a eventual tríplice coroa vascaína) e por isso acredito que eu deva falar um pouco dos triunfos azuis na rodada.

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Grêmio x Santos

 Jogo válido pela 11º rodada do Brasileirão, onde o Santos tava se matando pra adiar jogo, e que o Grêmio extrapolou. Digno de grandeza em todos os sentidos, o Tricolor soube atacar com suas seis peças ofensivas e com bom passe e muitas finalizações (mais de 20) acabou jogando muita pressão no time santista. O Santos se segurou muito bem, mas o gol aos nove minutos em jogada ensaiada derrubou os sonhos da esquadra da Vila. O time inteiro articulava e atacava e com isto o time alvinegro não saiu do zero e viu suas esperanças levianas de título irem por água à baixo.
 Destaque para a articulação gremista que terminou no cabeceio de Brandão, nosso novo e sortudo centro-avante.

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Cruzeiro x São Paulo

 Jogo eletrizante do começo ao fim. A esquadra celeste brigando pela Primeira Divisão e o Rogério Ceni F.C. lutando ferrenhamente para manter acesa a chama do título protagonizaram nesta noite de quarta um clássico emocionante. Rivaldo começou a partida de titular ao lado de Luís Fabiano e com o auxílio de Jean e Cícero mostrou o que o time paulista desejava na Arena do Jacaré, mas foi o Cruzeiro que abriu o placar com uma jogada de linha de fundo de Montillo (falha do Cone Paraíba, que é o Lúcio do Grêmio só que com mais cabelo e menos juízo) que terminou nos pés de Keirrison. Brilha a estrela de Luís Fabiano que deixa Cícero na frente do gol para marcar o gol de empate. Dagoberto marcaria um lindo gol na virada, mas os gols de Charles (Cruzeiro), Juan (São Paulo) e Anselmo Ramon (Cruzeiro) fechariam a noite no três à três. Resultado horrível para ambas as equipes, já que o São Paulo pode perder duas posições e o Cruzeiro pode se aproximar ainda mais do Z-4 (devido ao clássico América-MG x Atlético-MG).

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Aurora-BOL x Vasco
 A coisa não ficou boa pro Vasco. Após um gol bizarro de Bernardo que recebeu um lançamento longo de Fagner (craque vascaíno na minha opinião) e viu o goleirão boliviano bater roupa no espaço. Sem piedade a esquadra cruz-maltina fechou o primeiro tempo no 1 à 0. O segundo tempo foi um desastre para o time carioca; três gols e um enorme desperdício de jogadas que poderiam facilmente colocar o Vasco nas quartas-de-final da competição sul-americana. Villalba (não o da Seleção Argentina B), Andaveris e Reinoso anotaram para a equipe da casa e jogaram um balde de água fria no sonho da tríplice. Destaque negativo para o treinador que promoveu Márcio Careca (a antítese de um bom jogador) do banco quando a equipe vascaína ainda tinha chances de ganhar.
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